sexta-feira, 8 de julho de 2011

Eagle lança o primeiro instrumento do mundo em código aberto

O violão terá sua planta disponibilizada na internet e poderá ser reproduzido e modificado da maneira que se desejar, o objetivo é o de compartilhar conhecimento e fomentar a discussão sobre novas possibilidades na construção de instrumentos musicais
 O conceito “código aberto” nasceu no universo dos softwares.Open Source é um termo mercadológico que indica, entre outras coisas, que o código fonte do referido software está disponível para edição. Assim, programadores que entendam da linguagem utilizada, podem corrigir erros, adicionar ferramentas e criar até mesmo novas versões, sempre creditando a fonte.
A Eagle, em parceria com o músico Fernando Anitelli, resolveu criar o primeiro instrumento musical código aberto do mundo. “Desejamos iniciar uma revolução no mercado de instrumentos musicais”, informa Miguel De Laet, coordenador de comunicação e marketing da empresa. “Com o código aberto, abrimos espaço para que interessados na parte estrutural dos violões possam contribuir de alguma forma com o projeto e ajudar na evolução do mesmo, sempre citando a fonte, seguindo os moldes do Open Source”, completa.
O instrumento carregará o nome do músico Fernando Anitelli, cantor do grupo Teatro Mágico e um dos artistas que defende a música livre e sua difusão gratuita nos mais diversos veículos. “Fernando, além de ser um músico com enorme carisma, carrega em seu sangue o ideal de democratização da cultura. Nada mais justo que o seu modelo Signature Series fosse uma manifestação de seu ideal revolucionário”, declara De Laet.
O lançamento do modelo Eagle Fernando Anitelli Signature Series está previsto para agosto, mesmo mês de lançamento do terceiro CD de seu grupo Teatro Mágico.
Entrevistamos De Laet para saber um pouco mais sobre o projeto, leia a seguir:
Como se dará o conceito Open source para instrumentos na prática?
Vamos disponibilizar a planta do instrumento Fernando Anitelli.  Vai ser igual ao open source, quando o código fonte é disponível. Assim, uma pessoa, um luthier, que queira usar a mesma estrutura ou se basear nela para fazer um instrumento ou sugerir melhorias no modelo, terá liberdade para isso.  É claro, sempre creditando a fonte, como nos moldes do open source.
Onde a planta estará disponível, a partir de quando e quais serão as regras para abaixá-la?
No site da Eagle e também do Teatro Mágico. Estará disponível a partir de agosto. As regras são essas: baixa e pronto. Claro que dando o crédito da fonte. 
E como vocês irão controlar esses créditos?
No caso da estrutura interna será mais dificil de controlar, mas mesmo que a pessoa, em sua casa, esteja construindo um instrumento musical baseado na nossa estrutura e não coloque os creditos, o objetivo central foi alcançado: o de compartilhar conhecimento e fomentar a discussão sobre possibilidades na construção de instrumentos musicais numa plataforma colaborativa.
E vocês não estão com medo da concorrência copiar o modelo?
Acredito que não devemos temer a concorrência! Ela sempre existirá, mas o ambiente pode ser saudável e podemos buscar alternativas para todos crescermos juntos. Estamos dando o primeiro passo, cabe aos outros seguirem ou não a mesma ideia.
O violão estará a venda para lojista?
Teremos dois Fernando Anitelli Signature Series. Um top de linha e outro de custo mais acessível. Estarão disponíveis para venda durante a Expomusic 2011.
De que forma o lojista poderá utilizar o conceito open source a seu favor?
O instrumento tem inúmeros diferenciais que são excelentes argumentos de venda. O fato de ser o primeiro instrumento código aberto do mundo pode ser um otimo argumento de venda para conquistar aquele consumidor que não compra apenas um instrumento como também compartilha desses mesmos valores - da mesma forma que o Teatro Mágico consegue vender mais de 200 mil cópias, mesmo deixando o ouvinte baixar todas as suas músicas, gratuitamente.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Croatá contra a música?

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Orquestra Filarmônica Estrelas da Serra

Deveria ser motivo de orgulho pra qualquer cidade ter dezenas de jovens estudando e fazendo música. Em Croatá, porém, música significa barulho e jovens exercendo uma atividade cultural longe de violência e drogas significa "crime".
A Orquestra está em turnê, em parceria com a Empresa Guanabara, e esperamos que essa dificuldade de ensaiar não prejudique as apresentações futuras.
Leia a reportagem do Diário do Nordeste sobre a decisão do Ministério Público que impediu a Orquestra Filarmônica Estrelas da Serra de ensaiar na sede da Associação que as acolhia, por causa do "barulho". A decisão atende a reclamações de vizinhos incomodados. O link é o seguinte:

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Muita música no Cariri

Alunos e professores do Curso de Música da UFC no Cariri estão de parabéns!
A VI Semana de Educação Musical da UFC foi um bom exemplo de que união e trabalho levam a um bom resultado.
Durante cinco dias, houve trocas de experiências, saberes e vivências, dentro da proposta de educação musical e de aprendizagem coletiva, a partir de minicursos, palestras e oficinas - instrumentos, voz, saberes e tecnologias.
Apressentações musicais, brincadeiras, bate-papo e rodas de música também tiveram espaço na festa, além de uma trilha que mostrou aos participantes uma magnífica vista através da Floresta Nacional e da Chapada do Araripe.
Deixou saudades e a expectativa para a VII SEMU em Sobral. Mãos a obra!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

I Concerto de professores e alunos


A Universidade Federal do Ceará Campus Sobral realiza neste dia 04/05 o primeiro concerto de professores e alunos no teatro são joão.

Lei torna ensino de música obrigatório nas escolas

Cantos, ritmos e sons de instrumentos regionais e folclóricos. A música vai invadir salas, pátios e jardins das escolas do país. A disciplina defendida por um dos mais talentosos maestros brasileiros, Heitor Villa-Lobos (1887-1959), volta a ser obrigatória na grade curricular dos ensinos fundamental e médio. Para especialistas, a aprovação da Lei nº 11.769 em agosto de 2008, significa uma formação mais humanística dos estudantes, na qual serão desenvolvidas habilidades motoras, de concentração e a capacidade de trabalhar em grupo, de ouvir e de respeitar o outro.
A nova legislação altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), fazendo da música o único conteúdo obrigatório, porém não exclusivo. As demais áreas artísticas deverão ser contempladas dentro do planejamento pedagógico das escolas. Até 2011, uma nova política definirá em quais séries da educação básica a música será incluída e em que freqüência.
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Educação Musical, Sérgio Figueiredo, alguns municípios se anteciparam à nova lei e já possuem profissionais de música nas escolas públicas e privadas, como: Florianópolis (SC), Franca (SP), São Carlos (SP), Santos (SP), João Pessoa (PB), Porto Alegre (RS) e Santa Bárbara (MG). “Nessas cidades, a lei apenas reforça o que já vinha sendo feito e pode servir de exemplo para a implantação da música nas demais escolas do país”, afirma.
Antes da regra, a música era conteúdo optativo na rede de ensino, a cargo do planejamento pedagógico das secretarias estaduais e municipais de educação. No ensino geral de artes, a escola podia oferecer artes visuais, música, teatro e dança. “A educação musical no Brasil é bastante diversificada e descontínua. Existem projetos duradouros de ótima qualidade, ao lado de muitos trabalhos que são apenas esporádicos, não oferecendo formação musical para todos os estudantes. Com a lei, isto vai mudar”, explica Figueiredo.
Durante os próximos três anos, escolas, diretores e professores terão de se adaptar a nova regra. “A formação de professores é o principal desafio, por isso, temos que batalhar para que mais vagas sejam criadas”, defende Figueiredo. De acordo com Luciana Del-Ben, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), estudos mostram um número bastante reduzido de professores licenciados em música atuando nas escolas, assim como são raras as escolas públicas que oferecem aulas de música como componente curricular. “Conforme estudos de Isabel Bonat Hirsch, a porcentagem de professores que ministram a disciplina música como parte do currículo escolar ou que trabalham somente a modalidade música nas escolas é de 2,2%, contra 57,5% de professores que declararam trabalhar somente a modalidade artes plásticas ou visuais”, explica Del-Ben.
Doutora em música pela UFRGS, Del-Ben, destaca que resultados de várias pesquisas desenvolvidas no Brasil indicam que, apesar de não ser conteúdo curricular obrigatório, a música não saiu das escolas. “Trago como exemplo disso os resultados do mapeamento que realizei junto a professores de artes e diretores de 74 escolas estaduais de educação básica de Porto Alegre, em 2004 e 2005. Em 71,62% dessas escolas havia algum tipo de atividade musical sendo desenvolvida”, cita. Ela acrescenta ainda que a pesquisadora Hirsch entrevistou 139 professores de arte/música de 104 escolas gaúchas e 81,4% delas professores usavam a música em suas práticas pedagógicas. O estudo foi realizado entre 2006 e 2007, em escolas estaduais de ensino fundamental e médio pertencentes à 5ª Coordenadoria Regional de Educação do Estado do Rio Grande do Sul, sediada em Pelotas.
Fonte: (Renata Chamarelli)

Restaurante Universitário

Serão abertas até o fim desta semana quatro licitações (uma para cada campus) para empresas que fornecem refeições. A previsão é de que em agosto esta empresa já esteja em pleno funcionamento, a empresa vai preparar a alimentação fora da universidade e servirá em uma estrutura móvel em dois locais, um possivelmente na medicina e outro no refeitório do novo campus, o valor cobrado será equivalente ao atualmente cobrado nas RUs.